Wednesday, April 08, 2009

Por favor

Há dias em que pensamos... em nada. E de repente o tudo que é nada é grande. Pensamos em estar à mesa com o nada. O nojo de uma vida sem o cúmulo preferido de uma loucura cinzenta. Onde está o nosso vinho?! O nosso vinho e o nosso ardor, as tuas mãos em conversa sobre o meu pescoço, uma nova táctica, um novo plano de jogo contado à luz dos meus lábios. Quem? Para onde? E eu?! O envolvente meio perdido e complexo, nós complicados, invólucros da nossa pele, um casulo sem futuro de transformação, não, não terás a sua cor e eu não sou a tua Primavera. Esquece pensamentos, esvazia-me esvaziando-te, tira-me as palavras, aventura-me no sorriso informal que me davas, que me deste, que era a parte minha de um teu não-amor que era perfeito. És um suco quente, doce, o copo é de uma realidade que ao momento não importa, que à prateleira se empoleira, que ao coração astuto se prosa e se conversa, apenas, garantias que não prometem. Não te me prometas, senão o doce e amargo sabor do teu frágil sentimento no tempo. Somos um do outro no intemporal que não se pensa mas que se delicia. Por favor, delicia-me.

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