Wednesday, October 03, 2007

Bello...

Eu tinha escrito qualquer coisa realmente sentida mas apagou-se e... bem, as palavras que usamos nunca são as mesmas, o sentimento irrepetivel... por isso desencaixo as palavras e deixo-as ir, de dentro de mim para lado nenhum e é como se nada tivesse a dizer. Amo de paixão estar aqui e embora me sinta longe estas ruas abraçam-me com a força do abraço de casa.

Tuesday, October 02, 2007

Memorando

Nao tenho podido escrever mas quero dizer que sono in Italia, in Pisa, e sono felice :)

(e tive 14 a Medicina Legal e 156 em 232 no exame de Italiano!!!)

Thursday, September 20, 2007

Italia

Aqui estou eu, parece que cheguei do mundo encantado! Volto e prometo manter conversações com este mundo da escrita do qual não me desligo e que me constroi. Estou em Itália, país bellissimo, em Pisa, uma pequena citadela que é muito mais do que a torre... Como disse alguém: "época de crescimento enquanto ser humano". Já comecei. Comecei ainda antes, quando passeava pela europa de mochila às costas, acompanhada de umas das melhores, de comboio em comboio... mas agora sei que a minha vida está em mutação. Eu estou em mutação. E sei, sinto-o mais do que nunca, que para melhor. Acreditem, não construi nenhuma barreira, apenas aprendi com o passado e arrumei-o naquela estante do alarme, que soa de vez em quanto e me reensina. E agora viro-me de caras ao futuro, onde encontramos antigos amigos que nos dizem: "agora sim, és uma mulher!", onde me sento na Piazza Garibaldi e tenho uma conversa deliciosa sobre literatura e filosofia e onde olho no fundo de uns olhos bem abertos ao mundo e sei que ha amizades que se vão construir e durar para sempre. São boas as químicas que encontro pelo mundo e que encontro aqui. Aqui me construo ou reconstruo. E gosto de ouvir: "conheço o encanto mas ela tem muito mais!""Eu sei, eu sei!".

E depois do desabafo vou voltar a escrever com se habituaram a ler-me. Beijos de regresso.

Thursday, August 02, 2007

www.enospelomundo.blogspot.com

E vou partir... Pela Europa, com duas amigas, amigas daquelas :)
Boas férias, eu, eu vou por aí!

Nádia

Tuesday, July 17, 2007

Simplesmente perfeito!



E mais virão... Eu, a Áustria, os meus amigos... a conjugação de factores chega a doer! Foi lindo... quero voltar!

Monday, June 25, 2007

Ih ih

Hoje o homem da minha vida faz seis aninhos!

Parabéns :)

Wednesday, June 20, 2007

Um dia tinha de ser...

Caso-me com o primeiro homem que me conseguir fazer sentir assim...

"Taught me about the kind of person I wanna be"... "I owe it all to you!"

Sonhos

Hoje sonhei contigo. Sonhei que me sufocavas contra o peito e te esquecias das palavras. Envolvias-me, sugavas-me; uma excitação que vinha do âmago da tua alma, o teu corpo que respirava por mim. As tuas palavras suavam o meu rosto e o entardecer empalidecia a minha alma. Entregue, enrolada, sonegada. Um terno suave suspiro. E eu, caída entre os teus braços, como quem morre, como quem morre de felicidade.

["What kind of woman is in the house tonight?"]

Em pensamento, a caminho





Porquê Oceano Pacífico?

Sunday, June 17, 2007

Sucessão contratual

Apaixonei-me pelos pactos sucessórios. É verdade, é estranho, é estranha a possibilidade, mas é verdade. Até me apaixonei pelo relictum menos o donatum posterior (o donatum posterior então, mata-me) e pela discussão doutrinária sobre o passivo. Apaixonei-me, assim, apareceu subtilmente. O problema é que sei que amanhã, quando chegar ao exame, vou olhá-lo nos olhos e pensar: "cabrão, até tu me trais!"

Versos

Aí me encontro,
meu amor!
Dos nódulos dos meus profícuos gestos
Nascem os nós dos teus dedos.
Insalubres e ténues,
Danças entre as agulhas que encerrei
Nos olhos que nunca beijei
Deixas-me desarmada.

Mas perco-me!
Perco-me de mim,
salutar, talvez altiva,
minto-me sem tréguas.
É aí que desço a calçada,
que encontro o som das pedras,
enamorada.
E me esqueço de ti.

Sunday, June 10, 2007

Italiano

É bom percorrer os recantos de outra língua. É como se nos descobrissemos cantando palavras, e até encontrando seres que as cantam connosco e que, melhor, nos fazem rir. É assim que passo os meus sábados, conhecendo esta língua inimaginavelmente bela e colorida. Risadas doces por entre exercícios e novas aprendizagens. Bom, muito bom!

"Gonçalo è libero, libero che doi " lol

Sinto falta

Sinto falta das canecas transparentes do campismo, aquelas que se aninhavam, quentes, nas nossas mãos e nos cercavam como o barulho refugiado das cigarras da terra húmida. Sinto falta das peças de teatro na casa de banho da casa da avó, palco junto à banheira e florzinhas verdes dos azulejos como espectadores atentos e interessados. Sinto falta da alcatifa da casa da tia, quando o tio Zé contava estórias e o rui cantava indecifráveis melodias. Sinto falta de pisar uvas, sentir o suco fluir pelos canais das nossas narinas e atingir o cérebro que fazia a boca cantar sem querer. Sinto falta de te agarrares ao meu joelho nas alturas, enquanto tudo tremia e abrias os olhos de um medo que só me segredavas a mim. Sinto falta de correr convosco para o parque infantil, de tropeçar, de cair, de me levantar sem dar por nada, olhando o fim como a melhor meta, como se fosse o último momento da minha vida e, ainda assim, me fizesse feliz. Faz-me falta...

Wednesday, May 30, 2007

Eis que chega a hora

"Meu querido,

Ainda me lembro a primeira vez que olhaste para mim. A primeira vez que olhaste a ver, a ver mesmo. Olhar descomprometido que depressa se tornou comprometido, meio tímido, admirado, ciente da dúvida que eras tu, que era eu, que se transformou em nós. Foste vagueando pelas minhas palavras e pelo meu amor encrespado, perdido nos enlaces que criámos à nossa volta, à volta dos nossos abraços, aqueles, dulcíssimos. Não antevias tudo isto quando me chamaste miúda.
Vimos as estrelas num céu perto e a lua num céu distante do Guincho, sempre nos entrelaçámos com mãos de tamanhos tão diferentes como a distância e semelhança que percorriamos em sorrisos. Pontos inequívocos que nos uniam por entre uma amizade apaixonada que sorria por entre a confusão emaranhada da nossa vida.
Ser feliz era rever-te nesse sopro sussurrado no meu umbigo, nesses olhos de brilho e no sorriso que fazias, aquele único, em que só contrais metade do lábio. Um beijo; um beijo e um soluço, um tesouro, portas e portas, travessas e sim. E parecia que até te tinha reencontrado, visto um novo primeiro olhar. Levei-o para todo lado (acreditares é um pormenor desinteressante), para dentro da caixinha fechada que encontrei em mim, que sempre tentaste abrir. Foi aquele amor discreto que preferias que eu tivesse gritado ao mundo, mas eu nunca o fiz.
E agora, tal como os grandes Homens, é tempo de voltar a casa. É tempo do retorno, altura em que volto a mim mesma e me entrego ao que me tornei sem passar por este reflexo de alma onde me criaste. E digo-te adeus. Adeus ao meu gato, meu mel e meu coelho, lapa e bezugo, adeus à minha gargalhada, amor, ao meu chão, minha pedra da calçada, meu chiado. Quando queremos esquecer, esquecer verdadeiramente, apagamos vestígios. Varri-os ontem do varandim e do sol desse monte. E aqui os apago, as mágoas de mim que deixei nesta linha ténue de silêncio que criámos entre nós, que agora nos cobre, e percebi nunca mais se romper. É assim que morre a eterna busca pela eternidade. Assim morremos tu e eu num silêncio que tem pouco de nosso, entre o ressentimento e a mágoa que nos cegam e nos afastam. Morreu; adeus."

Friday, May 25, 2007

Informação

Queria informar os atentos leitores do meu blog que não tive nenhum colapso, nem perdi a inspiração nem nada do género... Não escrevo há um mês por problemas no servidor mas eu voltarei, prometo.

N.